Água para todos, descaso para Embu-Guaçu: Sabesp explora recursos hídricos da cidade sem retorno à população.

A cidade de Embu-Guaçu, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, é uma das maiores fornecedoras de água para a capital e cidades vizinhas. Cerca de 30% da água que nasce no território embu-guasçuense é destinada à Bacia de Guarapiranga, uma das principais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo. A água captada passa pelas mãos da Sabesp — a companhia de saneamento do estado — que, no entanto, não oferece qualquer contrapartida financeira, ambiental ou estrutural ao município.

Embu-Guaçu não apenas deixa de receber investimentos significativos da Sabesp, como ainda sofre com a falta de infraestrutura básica. Diversos bairros enfrentam constantes interrupções no fornecimento de água, além da baixa qualidade da água que chega às torneiras. O problema se repete sem solução, enquanto a cidade continua fornecendo um recurso vital para milhões de pessoas fora de seus limites.

Outro ponto de insatisfação recorrente é a forma como a Sabesp executa obras na cidade. Moradores relatam que, frequentemente, as equipes da empresa realizam intervenções que danificam o asfalto das vias públicas. Pior: muitas vezes, essas obras não são devidamente finalizadas, e a recomposição do asfalto acaba ficando sob responsabilidade da Prefeitura, que já enfrenta dificuldades para cuidar das suas próprias demandas de manutenção urbana.

E a grande pergunta permanece: por que Embu-Guaçu ainda não foi reconhecida como estância hidromineral? Com essa classificação, a cidade poderia receber recursos estaduais específicos, atrair turismo ecológico, valorizar suas nascentes e investir em preservação ambiental. Apesar do seu enorme potencial hídrico, o município segue ignorado pelas autoridades competentes. O Jornal Regional espera que, com a privatização da Sabesp em andamento, Embu-Guaçu finalmente seja enxergada com mais atenção e respeito. É inadmissível que uma cidade que sustenta parte do sistema hídrico da maior metrópole do país continue sendo tratada como invisível.

A água nasce aqui, mas o desenvolvimento, não. E até quando será assim?

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